Quem é Baldr?
Baldr, também conhecido pelas grafias Balder e Baldur, é filho de Odin e Frigg e pertence aos Aesir. Snorri o descreve como belo, luminoso e elogiado por todos. Sua morada é Breiðablik; Nanna é sua esposa, e Forseti é seu filho.
A designação popular “deus da luz” resume sua aparência no relato, mas não deve ser tomada como uma definição completa de suas funções religiosas. O episódio mais desenvolvido sobre ele nas fontes citadas é sua morte.
Sonhos e Presságios
Em Baldrs draumar, os deuses se preocupam com os sonhos de Baldr. Odin cavalga até o mundo dos mortos e interroga uma profetisa, que anuncia a morte do filho, a participação de Höðr e a vingança de Váli. O poema apresenta a previsão; Gylfaginning oferece uma narrativa mais extensa dos acontecimentos.
O Visco e a Morte de Baldr
Segundo Snorri, Frigg exige que os seres e materiais não firam Baldr, mas deixa o visco de fora. Loki descobre a exceção e entrega a planta a Höðr, descrito nessa versão como cego. Guiado por Loki, Höðr atinge Baldr, que cai morto.
Essa sequência deve ser atribuída a Gylfaginning, capítulo 49. Völuspá também menciona o visco e Höðr, mas de forma breve: não é uma reprodução integral da narrativa em prosa.
Funeral e Tentativa de Retorno
O funeral ocorre no navio Hringhorni, que Hyrrokkin ajuda a mover. Nanna morre de pesar e é colocada junto do marido. Odin deposita o anel Draupnir na pira.
Hermóðr viaja montado em Sleipnir ao reino de Hel. A governante aceita devolver Baldr se todas as coisas chorarem por ele. Þökk se recusa; Snorri registra a suspeita de que seja Loki disfarçado. Baldr permanece entre os mortos.
Depois do Ragnarök
A estrofe 62 de Völuspá, na numeração de Bellows, anuncia Baldr e Höðr no mundo renovado. Gylfaginning, capítulo 53, também narra seu retorno. É possível interpretar essa reunião como superação do conflito, mas o texto não explica todos os detalhes de como a reconciliação acontece.
Fontes
- Gylfaginning, capítulos 22, 32, 49 e 53: família, funeral e retorno; tradução de Brodeur, 1916.
- Baldrs draumar: viagem de Odin e profecia; tradução de Bellows, 1923.
- Völuspá, estrofes 31–33 e 62: morte e mundo renovado; tradução de Bellows, 1923.
A numeração pode variar entre edições. A capa é uma interpretação artística moderna.
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